Não passou despercebido um artigo na revista A Sentinela de 1º de Junho de 2010 falando a respeito da honestidade. Quando se trata desse assunto, a grande maioria pensa logo que significa apenas pagar os impostos, seguir as leis do país e assim por diante. Mas infelizmente para muitos escapa o fato de que usar software pago sem pagar é crime. Isso mesmo, por mais óbvio que possa parecer, software que se vende tem de ser comprado para ser usado. O que ocorre em nosso país (talvez mais do que em outros) são as, como o artigo de A Sentinela falou, “‘soluções’ espertas“. É o que ocorre quando o cidadão vai naquela loja de informática, escolhe um computador no qual o vendedor diz algo como: “pode confiar e comprar, ele já vem completinho… Windows Seven, Photoshop, Office…”, bem assim mesmo, bem da maneira simples de se dizer. Daí sai feliz da vida da loja com um computador “completo” debaixo do braço por cerca de mil reais. Nesse exemplo, há duas possibilidades:
1) o vendedor e/ou proprietário da loja ficou no prejuízo e lhe deu um imenso desconto. Não seria possível você sair com esse computador “completo”, com todos esses softwares (apenas citei 3) por cerca de mil reais. Não acredita? Vamos às contas:
Microsoft Windows 7 Home - R$ 329,00
Adobe Photoshop CS5 - R$ 1957,00
Microsoft Office 2007 Home and Student - R$ 199,00
2) o vendedor e/ou o proprietário da loja não segue as orientações da Bíblia com respeito a honestidade e instalou software “pirata”. Colocou no seu computador programas pagos sem pagar. Isso mesmo, roubou o software.
Mas então a culpa não é de quem comprou, é de quem vendeu o computador?
Não. Com certeza o vendedor/proprietário tem culpa. Mas logicamente ele não segue as orientações da Bíblia. Para ele, cometer um furto “invisível” ou não cometer não importa. O comprador que é cristão segue as orientações da Bíblia. Sabe que, à vista de Jeová, “todas as coisas estão nuas e abertamente expostas” como diz Hebreus 4:13. Usar software ilegal (não pago) sabendo que é ilegal é ser conivente com o crime. Para ilustrar: suponha que alguém deseja comprar um carro, mas sabe que ele é roubado. Deveria comprar esse carro? Se comprasse, não estaria apoiando o crime?
Mas o vendedor garantiu que não tem problema, que os programas são legais.
Assim como qualquer produto, o comprador tem de tê-lo nas mãos para dizer que o possui. No caso de software isso é impossível: dados não são palpáveis. Mas são distribuídos em mídias (CDs, DVDs…). Para se ter propriedade sobre o produto, inicialmente precisa-se ter o produto, nesse caso o(s) CD(s) ou DVD(s) de instalação original(is). Os originais devem ser do comprador. Existem casos em que empresas fazem a chamada “venda casada” que consiste em vender o computador com os programas já instalados. Mesmo nesse caso, em que a mídia de instalação não é necessária, você precisa ter uma licença (um documento, uma espécie de contrato) da empresa produtora do software dizendo que possui a propriedade sobre a cópia do programa.
E se não tiver essas tais “licenças”… os programas são muito caros para comprar! É impossível pagar por eles.
O fato de um produto ser caro não justifica o roubo do mesmo. Vamos novamente ao exemplo do carro. Suponha que alguém queira comprar um carro, mas ele é muito caro. Deveria roubar um? Jeová condena o roubo: Efésios 4:28.
Mas esse software pago é extremamente necessário. São feitos trabalhos nele, o sustento vem dele.
Pela lógica, se uma pessoa trabalha com um software pago, ela está lucrando com ele. Então ela está recebendo dinheiro. Assim como qualquer outro trabalho, as ferramentas devem ser compradas, não roubadas. A falta de dinheiro não é desculpa. Voltemos ao carro: o fato do trabalhor depender de um carro justifica roubar um? Seria coerente guardar dinheiro e pagar por um.
Tudo bem, mas e se há um software pago com licença, com mídia e tudo o mais, é ilegal fazer uma cópia para amigos? O software já foi pago…
Sim. É muito raro um software pago permitir fazer cópias para distribuição. O máximo que permitem é ter uma cópia de segurança (backup), e só. Por isso, é bom ler a licença do software para saber mais. O artigo de A Sentinela fala mais sobre isso. Isso chama-se violação de propriedade intelectual.
Propriedade intelectual inclui material com direitos de copyright como música, programas de computador ou livros, em papel ou armazenados eletronicamente. Marcas registradas, patentes, segredos comerciais e direitos de publicidade também estão nessa categoria.
Quer dizer que é necessário pagar até por músicas?
Com certeza. Adquirir um CD pirata ou baixar da internet músicas das famosas redes de compartilhamento é crime. Fazer isso é roubo. Mas hoje a venda de músicas on-line possibilita gastar pouco, comprar apenas músicas que gosta, sendo justo com o artista e, principalmente, estar dentro da lei. Também há repositórios de música livres, como o Jamendo.
Então além de pagar o computador, é necessário pagar pelo software que uso?
Não necessariamente. Existem softwares chamados “livres”, que são grátis e a licença é o oposto da dos softwares pagos. A licença dos softwares livres não exige que você tenha autorização para copiar e instalar os programas, não exige que você possua a mídia de instalação e até incentiva você a fazer cópias do software para seus amigos. Hoje em dia existem softwares livres que fazem tudo o que os softwares pagos fazem – apenas de uma maneira diferente. Por exemplo, ao invés de pagar R$ 329,00 pelo Windows Seven Starter ou de permanecer na ilegalidade, pode utilizar o sistema operacional Ubuntu Linux. É o mais usado e um dos mais fáceis. Junto com o Ubuntu Linux vem a suite de aplicativos de escritório LibreOffice. Ao instalar o Ubuntu Linux você já substitui dois pacotes de programas caros – Windows Seven Starter e Microsoft Office. Existem muitos outros softwares livres que substituem satisfatoriamente os pagos.
Centenas de usuários do Prat saíram da ilegalidade e demonstram assim que roubar e furtar (usar software pirata, baixar músicas, jogos e filmes ilegalmente) não é questão de consciência. É um princípio moral que deve ser observado em todos os aspectos da vida.
A realidade é que sempre devemos estar atentos a agir “honestamente em todas as coisas” – Hebreus 13:18. Se você quer deixar de apoiar o roubo de software, use software livre. Você não precisa pagar por software pago (e muitas vezes ruim) para fazer suas tarefas do dia-a-dia como acessar a internet, criar e editar arquivos de texto, apresentações, pesquisar na Watchtower Library, se você pode fazer as mesmas coisas usando software livre (muitas vezes mais seguros e de melhor qualidade) de graça.
Aqui no Blog de Desenvolvimento do Prat temos prazer em ajudar no que for possível, mas você também encontra mais informações nos links abaixo:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre
http://www.luis.blog.br/saiba-se-voce-usa-software-pirata.aspx









#1 por Samuel Payamps em 8 de junho de 2010 - 2:08
Muito bem irmão…
Continua…
#2 por Sérgio Xavier em 24 de junho de 2010 - 23:35
Concordo contigo, irmão! Inclusive, após a leitura desse artigo, resolvi trocar o sistema operacional do pc do meu pai e de um ancião da congregação e também do pc que faz parte da biblioteca do salão. Eu já uso Ubntu há um bom tempo, então estou ajudando alguns a conhecer o software livre, que deixa nossa consciência para com Jeová tranquila, não é verdade? Obrigado pelo excelente esclarecimento!!! Abraços.
#3 por Róger em 29 de junho de 2010 - 15:21
Muito bons esses comentários sobre o artigo, mas na prática tudo é bem diferente. E pra quem não sabe de acordo com as leis de software quando se passam 5 anos do lançamento do software ele se torna livre, ou seja quem usa o Windows XP pode ficar sossegado.
#4 por jonata em 29 de junho de 2010 - 18:23
Olá Róger
Que “leis de software”, podes citar? Eu sou um dos que “não sabem”, fiquei curioso…
Também recomendo pesquisar o que significa um software ser “livre”.
Muito obrigado.
#5 por Alessandro em 9 de julho de 2010 - 9:50
O Roger não estaria se referindo a sair do SPC ou Serasa? hehehe
#6 por jonata em 9 de julho de 2010 - 12:09
Acho que sim
#7 por Fernando em 21 de julho de 2010 - 19:43
Jonata, acho que você cometeu um erro de digitação. A versão Standard, ou Home and Student como é chamada oficialmente, custa R$ 199,00. Mas, há alternativas mais baratas, como o BR-Office (grátis) que tem versão tanto para Linux quanto para Windows e tem também o Google Docs (também de graça) que para acessar basta uma conta Google e conexão com a Internet. o novo Windows 7 home (versão bem completa por sinal) está saindo por 399 reais na americanas, e podemos também comprar uma versão original mais antiga do Windows como o Vista, por 199 reais, ou o XP por 99 reais (no mercado livre, ambas as versões são novas, não usadas).
Acho importante termos concorrencia em se tratando de Sistemas Operacionais. Tanto o Windows como o Linux tem boas e más qualidades. No meu caso, o Windows sempre funcionou redondinho, gosto muito desse SO (apesar de ter uma queda pelo Ubuntu também, rsrsrs). O legal é fazer as coisas sempre dentro da legalidade, nunca partindo para pirataria.
#8 por jonata em 27 de julho de 2010 - 20:25
Olá Fernando
Eu pesquisei antes de postar para ter certeza sobre os preços, mas eles podem ter mudado e eu sinceramente não me importo muito com a diferença entre “Standard” e “Home” e “Student”. Como o nome diz, pensei que a versão “Standard” fosse uma versão padrão com as ferramentas normais, embora poderia fazer tranquilamente uma comparação entre a versão mais cara (com mais recursos) com o OpenOffice, já que minha opinião pessoal é de que o OpenOffice é incomparável frente ao Microsoft Office.
Mas deixando de lado um pouco as opiniões, é minha obrigação mostrar dados corretos. Por isso peço que me envie um link confiável (talvez de alguma loja) apenas para confirmar que o preço real do Microsoft Office é o que citaste.
Muito obrigado, aguardo resposta.
#9 por Fernando em 28 de julho de 2010 - 19:53
Oi Jonata, obrigado por responder o post. Certamente, os produtos sempre variam os preços dependendo da época e da loja pesquisada. Particulamente, encontrei alguns preços bons na americanas e no Mercado Livre.
windows 7 home 329 reais
http://www.submarino.com.br/produto/10/21628246/windows+home+basic+7+brazilian+dvd+-+microsoft?menuId=662
Microsoft Office 2007 Home and Student (Word, Excel e Powerpoint) 3 licensas 199 reais
http://www.submarino.com.br/produto/10/1862064/office+2007+home+e+student+3+usuarios+-+microsoft
Windows XP lacrado e original 99 reais
http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-149425570-windows-xp-professional-original-completo-em-portugues-br-_JM
Windows Vista lacrado e original
http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-146002237-windows-vista-business-portugus-fpp-full-lacrado-novo-_JM
#10 por jonata em 4 de agosto de 2010 - 9:15
Olá Fernando
Os produtos a venda no Mercado Livre não vou considerar pelo fato de não ser o meio “oficial”, “normal”, “mais confiável” de venda de software.
Muito obrigado pelos links.
#11 por Olívia em 12 de agosto de 2010 - 16:56
Olha Jonata, antes do artigo sair na revista realmente muitos de nós encarava desonestidade como algo muito “direto”, algo que está muito claro q é desonesto, até mesmo numa reuniao um irmão membro do grupo de construção disse que roubo tbm envolve coisas mais simples, como usar material da empresa que vc trabalha para usos pessoais, ou usar telefone da empresa para fins pessoais tbm, imprimir, etc, até mesmo é possivel roubar tempo que deveria estar trabalhando. Muito proveitoso suas citações. Valeu.
#12 por felipe tonello em 24 de setembro de 2010 - 22:42
Fala Jonatã, tudo bom?
Uns dias desses fui comentar sobre este artigo com um irmão que estava falando dos softwares que ele tinha comprado por “10 conto” e ainda fui taxado de chato.
Fazer o que né.
#13 por Rodrigo Justi em 5 de novembro de 2010 - 8:36
Boas aplicações irmão Jonatã. Quando li o artigo na revista também pensei em muitas das coisas que o irmão mencionou em sua página. O certo é o cristão procurar ler as diretrizes e leis de cada sistema para ver todas as suas permissões de instalações. Alguns sistemas, mesmo que pagos, permitem que seja instalado em vários micros.
Por isso vamos todos largar o Windows, que em (posso dizer) 75% dos micros é o “piratex”.
Outra aplicação sobre o comentário do Roger, é que essa lei existe sim, a licença de um software acaba depois de um tempo, porém é muito mais de 5 anos pra acabar… Se eu não me engano, o prazo para terminar uma licença é de 70 anos contados no ano seguinte após sua publicação.
Leis de copyright, Capítulo III, Art. 43: Será de setenta anos o prazo de proteção aos direitos patrimoniais sobre as obras anônimas ou pseudônimas, contado de 1° de janeiro do ano imediatamente posterior ao da primeira publicação.
Se eu não me engano, nem os jogos do Atari perderam sua licença…
Obrigado e tenham um bom dia.
#14 por jonata em 5 de novembro de 2010 - 9:07
Bom dia irmão Rodrigo
Bem lembrado. A necessidade de ler a licença se vê no fato de muitos irmãos instalarem a Watchtower Library em vários computadores com o mesmo CD. Isso não é permitido pela licença da Watchtower Library – cada usuário/computador deve ter o CD físico. A Watchtower Library também não deixa de ser um software proprietário (“pago”) apenas por ser mantida por donativos.
E é isso mesmo, no Brasil é 70 anos após a morte do autor (http://pt.wikipedia.org/wiki/Dom%C3%ADnio_p%C3%BAblico)
Nem os memoráveis jogos dos anos 80 estão em domínio público. Mas quem precisa de SuperMario se temos SuperTux ? hehe
Muito obrigado.
#15 por Rogério Lemos em 6 de dezembro de 2010 - 15:49
Olá.
Também gostei demais do artigo. Já ia comprar um computador novo, então inclui no pacote o Windows Seven Home Baisc. No meu notebook, eu tenho o Windows Seven Professional. Mas nele eu tenho dual boot, com o Linux Ubuntu 10.10. Assim eu estou 100% dentro da lei.
Quanto ao CD da Watchtower, infelizmente alguns irmãos ainda tentam se aproveitar dos outros, pedindo para instalar nossas versões nas máquinas deles. Quando será que vão aprender?
Abraços,
#16 por Francisco Machado em 2 de março de 2011 - 19:26
Muito bom, temos que aprender a valorisar o que é dos outros, o tempo o trabalho as ideias, se fazemos uso de trabalho de outros mas não o pagamos por isto é roubo estamos sendo disonestos pois este que o produziu pagou no minimo, impostos ao governo, luz, tempo de pesquisa, tempo de aprimorar a ideia, tempo para calcular o resultado, tempo para fazer testes, tempo para divulgar e tempo para reclamarmos e tempo para ajustar, mas espera ai! E o tempo que levo para falar do amor que Jeova dedica a nos e eu vou deichar parar na aquisição de um computador por não levar nada disso em conta não posso ser tão egoista a este ponto.